quinta-feira, 30 de julho de 2020

Abrótano



Aprenda a preparar o chá de abrótano e saiba tudo sobre os benefícios e propriedades dessa planta.

A planta conhecida como abrótano, abrótano macho, abrótega, abrótiga, alfacinha-do-rio, losna ou aurónia, tem propriedades medicinais e pode ser usada para diversos tratamentos médicos de forma alternativa.

O abrótano é uma planta aromática pertencente à família das asteraceae, que possui flores amarelas e folhas em tons de verde-acinzentado que são pequenas e estreitas. É uma planta arbustiva constantemente cultivada por jardineiros, e bastante atrativa por carregar um aroma de cânfora.

De nome científico artemisia abrotanum, a planta pode ser encontrada à venda em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação, além de feiras livres em alguns casos.

O nome científico, artemísia, refere-se à deusa Artemis. Nos tempos antigos, os cidadãos acreditavam que a planta ajudava a proteger os homens da impotência e, na Espanha e na Itália Medieval, os jovens acreditavam que a planta podia promover o crescimento da barba. Ambos casos, no entanto, não foram comprovados e são, atualmente, considerados tolices. Além dessas situações, o abrótano era usado nas regiões rurais do mundo medieval como uma erva que ajudaria a aumentar a virilidade dos jovens, sendo usada em poções do amor, o que também é considerado bobagem nos dias atuais.

Mas qual a sua utilidade para a saúde? Confira abaixo.

Benefícios e propriedades

O abrótano pode ser usado para o tratamento de diversos problemas de saúde, como afecções do estômago, má digestão, frieira, asma, tuberculose, distúrbios menstruais e dispneia. Suas propriedades envolvem ação como diurético, regulador do ciclo menstrual, vermífugo, carminativo e estimulante.

Atua ainda como antisséptico, além de matar vermes intestinais e funcionar como um excelente repelente natural de insetos quando aplicada na pele.

Como consumir?

Para consumir o abrótano e aproveitar seus benefícios, você deve usar suas folhas para temperar pratos com gorduras, mas a forma mais usada é no preparo de um chá. Para isso, confira a receita a seguir.

Chá de abrótano

Ingredientes:

– 2 colheres de café de folhas secas
– 1 xícara de água

Modo de preparo:

Coloque as duas colheres de café das folhas secas de abrótano em uma xícara e reserve. Em outro recipiente, coloque a água e leve ao fogo. Quando começar a ferver, desligue e jogue a água sobre as folhas que foram reservadas anteriormente. Tampe e deixe amornar. Em seguida, coe e consuma.

Contraindicações e efeitos colaterais

Não foram encontrados efeitos colaterais, nem contraindicações relacionadas ao consumo do abrótano. É importante lembrar, no entanto, que antes de fazer tratamentos, mesmo que com medicamentos naturais, você deve consultar um médico, pois cada caso é diferenciado, e você precisa ter um diagnóstico correto para realizar um tratamento eficaz.

 


Abóbora do Mato



Descubra quais são os benefícios e as propriedades dessa planta. Confira também as contraindicações e efeitos colaterais.

Pertencente à família das Cucurbitaceae, a planta Abóbora do Mato, cujo nome científico é Melothria pendula pode ser encontrada também com os nomes de pepino do mato, melão de morcego, cerejeira de purga, abobrinha do mato, aboboreira do mato, entre outros.

A planta possui um caule fino e liso, e trata-se de uma trepadeira perene que conta com folhas alternadas que podem ter até 7 cm de comprimento.

As flores são compostas por 5 pétalas de coloração amarela, e o fruto, com apenas 1 cm de diâmetro, é verde escuro, ficando quase preto quando maduro.

Sua floração é de julho a setembro e pode ser encontrada principalmente por toda a Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica.

A colheira deve ser feita durante a estação chuvosa, pois nesse período a terra é úmida e macia, e as raízes usadas para fins medicinais devem estar perfeitas.

Benefícios e propriedades

A planta possui propriedade laxante, sendo essa aplicada há muitos séculos para pacientes com prisão de ventre, mas também como um medicamento para controlar a febre e para estimular o apetite.

Pode ser usada ainda para o tratamento de afecções uterinas, úlcera, dismenorreia, opilação, epilepsia, obstrução das vísceras abdominais, hidropsia e morféia, além de outras afecções.

Pode ser usada para aliviar cólicas menstruais, corrimento vaginal, lepra, elefantíase e diversas patologias cutâneas. O chá das raízes da abóbora do mato ajuda a tratar o reumatismo agudo e crônico, assim como doenças do fígado e da vesícula biliar.

Além disso, conta com propriedades benéficas no tratamento do artritismo, sífilis, paralisia, manchas no rosto, linfagites crônicas, leucorreia, furúnculos, feridas, febre intermitente, erisipelas, escrofulose, dores nas juntas, dilatações do estômago, entre outros.

Contraindicações e precauções

É preciso fazer uso do medicamento, mesmo sendo natural, sempre com orientação médica. Não deve ser usado por pacientes com história de diarreia constante.

Quando usado em grandes quantidades, pode apresentar alguns efeitos colaterais, como diarreia pastosa ou aumento do número de evacuações.

Não foram encontradas contraindicações para a planta nas literaturas consultadas. Consulte sempre um médico para mais orientações.

 


Abóbora de serpente



A abóbora de serpente possui propriedades laxantes e é indicada para tratar vermes. Saiba mais sobre os benefícios desta planta.

As plantas com propriedades medicinais são utilizadas para tratar diversas condições de saúde desde tempos imemoriais. No entanto, é preciso conhecermos as propriedades, os benefícios e as contraindicações de cada uma delas para que haja nenhum risco à nossa saúde.

Uma das plantas medicinais que podemos utilizar é a abóbora de serpente, que possui propriedades laxantes e é indicada para tratar vermes.

As características da abóbora de serpente

A abóbora de serpente, de nome científico trichosanthes sanguinea, é uma planta pertencente à família das cucurbitaceae. Originária da Índia, é também conhecida por outras denominações, como pepino de cobra e serpentina.

Trata-se de uma trepadeira que possui fruto comestível e propriedades fitoterapêuticas, sendo que as suas partes utilizadas são as frutas e as raízes. O princípio ativo da abóbora de serpente é a tricosantin, uma proteína de inativação ribossômica. Nos dias de hoje, o principal fornecedor desta proteína é a Tian-Hua-Fen, uma planta com propriedades medicinais originária da China e que pertence à mesma família da abóbora de serpente.

As propriedades medicinais e as indicações de uso

Dentre as propriedades medicinais da abóbora de serpente estão as seguintes:

·         Laxante;

·         Anti-helmíntica;

·         Aperiente;

·         Purgativa;

·         Vermicida;

·         Vermífuga

Esta planta somente é indicada para auxiliar no tratamento de vermes. Há, ainda, alguns estudos em desenvolvimento para a criação de um medicamento que poderia auxiliar no tratamento da AIDS.

Efeitos colaterais e contraindicações

Não foram encontrados efeitos colaterais e contraindicações para a abóbora de serpente na literatura consultada, mas lembre-se que o uso de produtos naturais também pode ser muito perigoso para a sua saúde. Existem muitas plantas que possuem substâncias contraindicadas para gestantes, crianças e indivíduos com algum problema de saúde. Além disso, consumir um produto natural em quantidade inadequada pode causar efeitos colaterais em qualquer indivíduo.

Antes de iniciar qualquer tratamento – seja ele natural ou não – é necessário consultar um especialista de sua confiança.

 


Abiú



Abiú

O abiú é uma fruta que possui um nome bem diferente, ela é uma fruta nativa do Brasil e que vem ganhando mais conhecimento devido ao seu valor nutritivo. Essa fruta tem sido muito exportada e além do seu valor nutritivo, ela possui diversas indicações terapêuticas e medicinais.

O abiú, conhecido cientificamente como Pouteria caimito ou Lucuma caimito, é uma planta que pertence à família das Sapotaceae. Conhecida popularmente como abieiro, é uma planta originária da região amazônica, próximo às encostas andinas do Peru e do oeste da Amazônia. O abiú, que é o fruto desta árvore, pode ser encontrado em estado silvestre por toda Amazônia e é cultivado em quase todo Brasil.

Características

A árvore do abiú pode chegar a atingir 10 metros de altura, seu tronco é irregular, de casca áspera, com ramos novos e pilosidade ferrugínea. Suas folhas são simples, lisas e muito brilhantes, com 5 a 20 cm de comprimento. As suas flores são solitárias, com pétalas de coloração amarelo avermelhada ou branco esverdeada.

A fruta, chamada de abiú é uma baga, globosa ou oblonga. Possui látex que coagula com o ar, sua casca é lisa e amarela quando está madura. O fruto pode ter de 1 a 4 sementes escuras com uma faixa mais clara em um dos lados, sua polpa é branca ou amarelada, mucilaginosa, comestível e adocicada.

Propriedades e benefícios

Entre as principais propriedades do abiú podemos citar: adstringente, desinfetante, emoliente, amarga, nutriente e tônico. Possui as vitaminas B1, B2, B5 e C, sais minerais como o cálcio, fósforo e o ferro.

Esse fruto pode ser utilizado no tratamento de anemia, diarreia, disenteria, dor de ouvido, malária, otite, sapinho de boca de criança, terçol, pneumonia, bronquite, desnutrição, afecções pulmonares. A casca da planta é antidisentérica e baixa a febre. O azeite extraído das sementes é utilizado em inflamações na pele.

Usos

·         Para terçol você deve usar 1 ou 2 gotas do chá em cada olho.

·         Para otites e otalgia use compressas mornas do chá.

·         Os frutos são usados “in natura” podendo ainda fazer suco, sorvetes, doces e geleias.

Contraindicações e efeitos colaterais

Até o momento não foram registrados relatos de contraindicações nem de efeitos colaterais para o uso do abiú, porém o consumo em excesso pode vir a causar danos.


Abajerú



Com o nome científico de Chrysobalanus icaco, o abajerú é uma planta – mais especificamente um arbusto – cuja origem vem da América Tropical, incluindo Caribe e Bahamas. Pertencente à família das Chrysobalanaceae, a planta comumente mede de 1 a 3 metros, e raramente pode chegar aos 10 metros. Suas folhas são ovaladas, possuindo de 2,5 a 7 centímetros de largura, e de 3 a 10 centímetros de comprimento, e as cores variam entre o verde e tons avermelhados. As flores da planta abajerú são brancas e pequenas, aglomerando-se organizadamente em cachos. Ao aproximar-se o fim do verão ela dá fruto em forma de gomos, os quais são comestíveis e comumente utilizados para a confecção de doces.

Propriedades e princípios ativos

As principais propriedades da planta abajerú são:

·         Antidiabético;

·         Antirreumático;

·         Antiblenorrágico;

·         Hipoglicemiante.

Já o princípio ativo mais importante da abajerú é o ácido pomólico, responsável por programar a morte de células cancerosas, prevenindo alguns tipos de câncer – o que ainda não foi cientificamente comprovado.

Benefícios e indicações

O consumo da planta abajerú é fortemente indicado para pessoas que sofrem de diarréia crônica, reumatismo, diabetes, leucorréia e blenorragia, além dos portadores de câncer. Acredita-se também que seu uso é eficaz para abaixar o colesterol e promover o emagrecimento.

Modo de usar

A forma indicada de consumir o abajerú é através da infusão de suas folhas. Você as encontrará trituradas e secas – prontas para serem utilizadas na infusão – em farmácias e lojas de produtos naturais. Leve ao fogo duas colheres de sopa de folhas do abajerú, juntamente com meio litro de água filtrada. Deixe ferver por 10 minutos, então abafe e aguarde amornar. Beba o chá e repita o procedimento de acordo com a orientação médica que receber.

Alertas

É importante frisar que todo e qualquer tratamento – seja ele medicamentoso ou natural – deve ser utilizado apenas após orientação especialista e em todo seu decorrer possuir acompanhamento médico. O intuito é sempre o de mostrar que a medicina natural pode agregar em sua saúde, mas para tanto deve ser utilizada com bom senso e segurança. Saúde é um assunto de extrema seriedade, e nem todo prejuízo pode ser revertido, então sempre busque auxílio médico. Embora não existam relatos de reações adversas, caso sinta qualquer efeito colateral interrompa o uso imediatamente.

 


Abacateiro



Se você pensa que a única finalidade do abacateiro é dar abacate, prepare-se para descobrir diversas utilidades da árvore. Com o nome científico de Persea americana Mill, pode ser conhecido de forma popular em algumas regiões como avocado, palta, abocado ou bego. Os antigos tinham costume de não apenas consumir o abacate, mas também utilizar as folhas do abacateiro para, entre outras coisas, tratar problemas de pele.

Propriedades e benefícios

As principais propriedades medicinais do abacateiro são:

·         Adstringentes;

·         Afrodisíacas;

·         Antianêmica;

·         Antidiarreica;

·         Anti-inflamatória;

·         Antirreumática;

·         Antioxidante;

·         Cicatrizante;

·         Depurativa;

·         Digestiva;

·         Diurética;

·         Emoliente;

·         Estomáquica;

·         Rejuvescedora;

·         Tônica capilar;

·         Vermífuga.

Geralmente, utiliza-se o abacateiro para tratamento de ferimentos, inflamações e aftas. No entanto, sua eficiência se estende para tratar anemia, amidalites, diarreia, dores de cabeça, gases, tuberculose, varizes, abscessos, problemas de fígado, hepatite, vermes, má digestão, ansiedade, estresse, hiperatividade e dispepsia.

Ainda, por ser um poderoso diurético, o abacateiro é indicado para pessoas que sofrem de infecções do trato urinário e cálculos renais, pois estimula a eliminação de líquidos, causando uma limpeza no organismo, em especial nestes órgãos. Outra excelente notícia é que, por trabalhar com a eliminação de líquidos, como conseqüência é reduzido o inchaço corporal do indivíduo, que ao consumir constantemente folhas de abacateiro e aumentar a quantidade de urina eliminada, poderá perder alguns quilos extras.

Modo de usar

O modo mais indicado de fazer uso do abacateiro é pelo chá de suas folhas, que podem ser facilmente encontradas secas e trituradas em farmácias e lojas de produtos naturais. Leve ao fogo 25g de folhas de abacateiro, juntamente com meio litro de água. Deixe ferver por 10 minutos, então desligue o fogo, abafe o recipiente e aguarde amornar. Quando a temperatura estiver agradável, coe o chá, coloque açúcar a gosto e beba 3 vezes por dia, preferencialmente dividindo entre manhã, tarde e noite, antes das principais refeições.

 


Naja



As najas são cobras venenosas que inflam o pescoço na forma de um capuz quando se sentem em perigo. Existem diversas espécies de najas, mas nem todas elas são da mesma família.

Elas vivem em regiões do sul da Ásia e da África. Alguns tipos habitam pradarias, florestas ou desertos. Outros vivem em árvores ou às margens de lagos.

 As najas são geralmente de uma só cor ou manchadas. Seu porte é de médio a grande. A naja-real, ou cobra-real, que vive na Ásia, é a cobra venenosa mais longa do mundo. Pode chegar a 5,5 metros de comprimento.

 Quando uma naja se sente ameaçada, eleva a cabeça e dilata as nervuras do pescoço, esticando a pele para formar o capuz. Alguns tipos de najas têm marcas nele.

 As najas caçam à tarde e à noite. Suas presas incluem mamíferos, pássaros, cobras, lagartos, sapos e até peixes. Quando as najas mordem, seus pequenos caninos frontais soltam peçonha, ou veneno, na presa. Alguns tipos de najas, chamadas popularmente de cobras-cuspideiras, podem cuspir um jato de peçonha nos olhos do animal que as ameace.

 Alguns tipos de naja põem ovos; outros dão à luz seus filhotes. A naja-real constrói um ninho para seus ovos e faz a guarda deles até sua eclosão.


muçurana



A muçurana, também conhecida como cobra-preta, é uma cobra tropical da família dos colubrídeos. É uma espécie peculiar, já que se alimenta de cobras peçonhentas (com dentes inoculadores de veneno) as quais mata por constrição, isto é, mata as presas enrolando-se nelas e apertando-as até que morram.

Este réptil habita uma região desde o sul do México até a Argentina, perto de rios e lagoas.

 A muçurana pode medir cerca de 2,1 metros de comprimento. As cobras adultas são da cor preta azulada ou marrom, com uma faixa branca na barriga; as cobras jovens são da cor rosa, com a cabeça escura e um colar. A muçurana é ovípara, ou seja, se reproduz botando ovos.

 A muçurana tem dentes, ou presas, na parte posterior da boca que lhe servem para segurar a presa enquanto a engole. Por matar outras cobras, a muçurana é uma cobra ofiófaga. Também, quando não acha cobras venenosas, ela caça pequenos animais como roedores. É em grande parte imune ao poderoso veneno de sua presa principal: a jararaca (Bothrops jararaca) e outras espécies do gênero. Porém, não é imune ao veneno da cobra-coral.

 Se bem a muçurana é venenosa, é considerada inofensiva para os humanos. É apreciada no campo porque mata outras cobras peçonhentas. No Brasil, a muçurana foi estudada por Vital Brasil, médico sanitarista brasileiro famoso pelos estudos pioneiros sobre o soro antiofídico (contra o veneno de cobra).


Lagarto



Os lagartos pertencem ao grupo de animais chamados répteis e têm o corpo coberto de escamas em lugar de pelos ou de penas. Existem mais de 3 mil espécies, ou tipos, de lagartos que incluem iguanas, camaleões e lagartixas.

Onde vivem os lagartos

Os lagartos são animais de sangue frio. Por isso, a maioria deles procura lugares quentes para viver. Muitas espécies habitam regiões tropicais úmidas ou desertos secos. Os lagartos vivem debaixo da terra, sobre o chão ou em árvores e plantas. Algumas espécies passam parte do tempo na água.

A iguana vive nas zonas tropicais da região central do México, da América Central e do norte do Brasil. A iguana-verde é um dos répteis mais criados em cativeiro.

Características físicas

Os lagartos variam mais de tamanho e de forma que qualquer outro grupo de répteis. Alguns não medem mais que 5 centímetros. O maior lagarto de todos, o dragão-de-komodo, pode chegar a 3 metros de comprimento. A maioria dos lagartos possui quatro pernas fortes. Alguns, porém, não têm pernas; são parecidos com cobras e frequentemente confundidos com elas. A diferença é que eles têm pálpebras e aberturas auriculares, isto é, orelhas. Geralmente também têm cauda longa.

O lagarto diabo-espinhoso (Moloch horridus) tem o corpo inteiramente coberto por espinhos. Este réptil habita a região desértica da Austrália.

A maioria dos lagartos tem o corpo coberto por escamas secas. As escamas são pequenas placas lisas ou rugosas, normalmente marrons, verdes ou cinzentas.

 Muitos lagartos possuem características singulares. Alguns têm chifres ou espinhos. Outros têm uma placa óssea em volta do pescoço. Essas características os ajudam a amedrontar seus inimigos e a mantê-los a distância. Algumas espécies possuem pregas de pele adicional nas laterais do corpo; quando os lagartos as abrem, como se fossem asas, conseguem planar de uma árvore para outra.

 Dois tipos de lagartos são venenosos: o monstro-de-gila, que é muito vistoso e vive no sudoeste dos Estados Unidos, e o lagarto-de-contas, do México. O veneno deles é forte o suficiente para matar uma pessoa.

 

A maioria dos lagartos é ativa durante o dia e repousa à noite. As lagartixas, porém, geralmente são ativas do anoitecer até o raiar do dia. Os diferentes tipos de lagarto se locomovem de maneiras diversas. A maioria corre sobre quatro pernas, mas alguns correm mais velozmente sobre as patas traseiras, levantando a parte da frente do corpo. Os lagartos sem pernas se locomovem do mesmo modo que as serpentes.

 Os lagartos da espécie Anolis carolinensis inflam a prega colorida que têm no pescoço para atrair parceiros e demarcar território.

Muitos lagartos conseguem mudar sua coloração escura e discreta por uma cor mais viva e forte. Fazem isso quando tentam atrair um lagarto do sexo oposto ou assustar outro animal. Para alguns deles, a mudança de cor é um meio de comunicar-se com outros lagartos. A temperatura e a luz também afetam as mudanças de cor.

 Os lagartos passam boa parte do tempo procurando alimento. A maioria deles se alimenta de insetos, mas alguns comem sementes e plantas. Os lagartos podem escavar a terra em busca de alimento, mas também podem aguardar sua presa se aproximar e então avançar de repente para agarrá-la.

 A maioria dos lagartos foge de seus inimigos, mas às vezes é impossível evitá-los. Quando precisa enfrentar uma ameaça, o lagarto se infla de ar e fica ereto. Isso o faz parecer maior e mais assustador.

 Muitos lagartos usam a cauda para escapar de seus inimigos. Ela se desprende do corpo quando é tocada e fica se retorcendo no chão. A cauda em movimento distrai a atenção do inimigo e, enquanto isso, o lagarto escapa. Geralmente uma cauda nova se desenvolve no lugar da que caiu.

 

A maioria dos lagartos se reproduz botando ovos. As fêmeas de quase todas as espécies botam vários ovos de uma vez, mas as de alguns tipos põem apenas um ou dois ovos. A casca deles é resistente, lembrando couro. Os lagartos costumam enterrá-los ou escondê-los debaixo de folhas. Em algumas espécies, as fêmeas ficam vigiando os ovos até eles eclodirem, mas a maioria dos lagartos abandona-os depois de botá-los. Poucos tipos de lagartos não botam ovos; nessas espécies, o ovo se desenvolve dentro da mãe, que dá à luz o filhote.

 

Em algumas partes do mundo, as pessoas comem lagartos grandes, como iguanas, ou, em caso de necessidade, até espécies menores, como os calangos. Muitos lagartos pequenos são úteis às pessoas porque se alimentam de insetos que são pragas.

 As atividades humanas vêm ameaçando a sobrevivência de certas espécies de lagarto. A derrubada de árvores para criar espaço para construções destruiu o habitat de alguns desses répteis. Outro fator que reduz seu número é a captura e a venda de lagartos para servir de animais de estimação. O grande dragão-de-komodo da Indonésia, por exemplo, foi quase exterminado; hoje ele é protegido por lei.


Lagartixa



A lagartixa é um pequeno lagarto conhecido por sua incrível habilidade de andar em superfícies como paredes e tetos. Existem cerca de 750 espécies de lagartixas. Elas vivem em regiões quentes do planeta, nos mais diversos habitats, tanto em florestas como em desertos. Algumas vivem em ambientes domésticos.

As lagartixas estão entre os menores lagartos do mundo. Costumam medir de 3 a 15 centímetros de comprimento, contando a cauda. O corpo é curto e robusto, e a pele, delicada. A maioria é cinza, marrom ou amarelada; algumas são verdes. Muitas lagartixas podem ter a cauda rompida com facilidade, mas, quando isso acontece, uma nova cauda geralmente cresce no lugar.

A estrutura das patas dá à lagartixa a capacidade de escalar superfícies com facilidade. Cada um de seus dedos possui na parte de baixo milhares de pelos minúsculos; os pelos, por sua vez, têm na extremidade centenas de almofadas menores ainda. Quando a lagartixa escala uma superfície, essas almofadas se abrem, dando uma ótima aderência. Assim, ela consegue andar sobre paredes, tetos e vidraças.

As patas das lagartixas permitem que elas escalem superfícies com facilidade. Seus dedos têm estruturas que lhes dão ótima aderência.

A lagartixa é um animal de hábitos noturnos e alimenta-se de insetos. Diferentemente de outros répteis, ela emite sons, que podem variar de cliques ou assobios suaves a cacarejos e guinchos agudos.


Jiboia




A jiboia é uma grande cobra que mata as presas enrolando-se nelas com tanta força que as impede de respirar. Ela não é venenosa. Apesar de sua força mortal, a jiboia se tornou animal de estimação em algumas regiões, pois normalmente tem comportamento tranquilo. A jiboia faz parte da mesma família da sucuri, da jiboia-verde e de muitos outros tipos de cobra.

Uma jiboia enrolada no tronco de uma árvore. A jiboia é uma grande cobra não venenosa. Ela mata suas presas enrolando-se nelas com tanta força que as impede de respirar.

Jiboias podem ser encontradas nas Américas Central e do Sul. Elas vivem em habitats muito variados, como florestas tropicais, pastos e áreas secas.

O corpo da jiboia é duro e musculoso. Essas cobras costumam atingir cerca de 3 metros de comprimento, mas algumas, na América do Sul, podem chegar a 5,5 metros. A jiboia costuma ter o corpo marrom e cinza com manchas marrons, pretas e brancas. Algumas, porém, têm o corpo prateado ou vermelho.

 Durante o dia, a jiboia descansa em buracos nas árvores, troncos velhos e tocas de animais. À noite, caça aves, répteis e mamíferos. Ela costuma caçar no chão, mas pode subir em árvores atrás de pássaros e morcegos.

 A fêmea dá à luz muitos filhotes de uma só vez, normalmente 25 ou mais. As cobras bebês medem de 30 a 60 centímetros.