sexta-feira, 31 de julho de 2020

Ametista – Plectranthus saccatus



Nome Científico: Plectranthus saccatus

Nomes Populares: Ametista, Planta-ametista

Família: Lamiaceae

Categoria: Flores, Flores Perenes

Clima: Mediterrâneo, Subtropical, Tropical

Origem: África, África do Sul

Altura: 0.4 a 0.6 metros

 Luminosidade: Luz Filtrada, Meia Sombra

 Ciclo de Vida: Perene

Pense em uma planta de delicadas flores arroxeadas, que floresce ao longo do ano todo, não necessita de sol pleno e ainda é campeã de rusticidade. Assim é a ametista, uma planta herbácea e muito florífera, nativa da África do Sul, que tem entusiasmado jardineiros por sua qualidades como ornamental. O nome do gênero “Plectranthus” é originária do grego, da união das palavras “plektron” – esporão, e “anthos” – flor, em alusão ao aspecto de esporão de suas flores. Semelhante à planta-dólar (Plectranthus nummularius), ela é da família Lamiaceae, a mesma família da hortelã e do manjericão. A ametista tem hábito ereto a prostrado, atingindo cerca de 60 cm de altura. Suas folhas são de cor verde clara ou escura, de acordo com a cultivar. Elas são arredondadas a elípticas, aromáticas, com margens denteadas, venações bem marcadas e recobertas por finos pelos glandulares. A página superior (face adaxial) das folhas é verde, enquanto que a página inferior (abaxial) é arroxeada. Floresce o ano todo, despontando inflorescências eretas acima da folhagem, com delicadas flores liláses, arroxeadas ou brancas, pontilhadas de lilás, em forma de funil, que lembram as flores do Jacarandá (Jacaranda mimosaefolia). Suas flores são atrativas para beija-flores e borboletas.

No jardim, a ametista oferece lindo maciços e bordaduras à meia sombra, ou protegida sob a copa de árvores e outras estruturas. Fica perfeita também em composições com outras flores, em especial plantas com flores brancas, roxas, amarelas ou alaranjadas. A folhagem arroxeada é valorizada em contraste com espécies de folhas variegadas, como a hortelã-variegada, o liríope ou clorofito. Pode ser cultivada em vasos e jardineiras, e assim adornar varandas e pátios ou mesmo posições bem iluminadas dentro de casa. Por ser resistente ao vento, torna-se uma opção interessante para cultivar em apartamentos, enfeitando sacadas e terraços, desde que protegida do sol forte.

               Deve ser cultivada sob meia sombra ou luz filtrada, em solo drenável, leve e rico em matéria orgânica, mantido úmido, sem encharcar. Aprecia o clima ameno e tolera o frio e os ventos, desde que esteja resguardada das geadas. Em clima subtropical, ela tolera o sol pleno. Fertilize quinzenalmente com NPK solúvel próprio para floração, e enriqueça os canteiros com matéria orgânica a cada 3 meses. Embora seja tolerante a curtos períodos de estiagem, evite que o solo seque completamente entre as regas, efetuando uma irrigação suplementar quando possível. Ao plantar em vasos, prepare o substrato misturando partes iguais de areia, terra comum e composto orgânico de boa qualidade. Em locais com inverno rigoroso é conveniente levar as plantas para dentro de casa, onde se beneficiarão da proteção e abrigo e podem sobreviver próximo a um janela bem iluminada. Mesmo sendo perene, com o tempo a planta perde a beleza, exigindo inicialmente uma poda de renovação da folhagem. Apesar do rebrote e novo florescimento, após essa renovação, o replantio com novas mudas se fará necessário. Multiplica-se facilmente por divisão da ramagem enraizada, por mergulhia e por estacas dos ramos.

 


Aeranthes arachnites



Nome Científico: Aeranthes arachnites

 Sinonímia: Dendrobium arachnites Thouars 1822

Nomes Populares: Aeranthes arachnites,

Família: Orchidaceae

Categoria: Flores, Orquídeas

Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical

Origem: África, Ilha da Reunião, Madagascar

Altura: 0.1 a 0.3 metros, 0.3 a 0.4 metros

 Luminosidade: Luz Difusa, Meia Sombra

Ciclo de Vida: Perene

A Aeranthes arachnites Lindley, 1924 é uma orquídea monopodial, nativa das Ilhas de Madagascar e Reunião. Ela se comporta geralmente como epífita, crescendo sobre os ramos das árvores, mas às vezes pode ser encontrada vegetando em rochas (rupícola). Ocorre em matas desde o nível do mar até altitudes de 800 metros, e vegeta em clima subtropical úmido com temperaturas altas nos verões. O nome do gênero “Aeranthes” deriva da palavra latina “Aeria“, que significa aérea, juntamente com a palavra grega anthos, que é uma referência a flor, significando assim ‘flor aérea’, uma alusão ao hábito de crescer nas porções mais altas da floresta. Já o nome da espécie “arachnites“, deriva do grego aráchnē, que significa aranha, remetendo ao formato da flor.

  Esta orquídea exótica e curiosa se assemelha às do gênero Angraecum, no que diz respeito ao crescimento monopodial. Ela floresce do início do verão até meados do outono e cada flor dura cerca de duas semanas. As flores são amarelo esverdeadas e perfumadas, com as pétalas, sépalas e até mesmo o labelo afilados nas pontas. Elas se abrem em sequência na mesma haste até o final do período de floração e mesmo em anos posteriores, por isso a haste não deve ser cortada a menos que seque. Além disso, podem surgir keikis (mudas aéreas) na haste floral enquanto esta permanece viva, sendo uma forma importante de reprodução em orquídeas monopodiais. Depois que as mudas estiverem com o sistema radicular bem desenvolvido, podem ser separadas da planta mãe e transplantadas para um vaso com musgo esfagno.

               Deve ser cultivada com sombreamento de 50%, preferindo temperaturas entre 18 a 26°C, umidade relativa do ar entre 70 a 80% e ventilação moderada. O substrato pode ser composto de pedra brita ou musgo esfagno. Assim como podemos utilizar uma mescla de ambos. A escolha dependerá do regime de regas a ser adotado. A brita exigirá regas mais frequentes e abundantes, já o esfagno pede regas menos intensas e mais espaçadas, uma vez que possui boa capacidade de reter a umidade. Via de regra, o substrato deve secar completamente entre uma rega e outra. Já o entorno pode receber uma névoa fina durante o ano todo, pois aprecia alta umidade ambiental. Sugere-se realizar uma adubação foliar semanal com uma solução de 2gramas (1 colher de café) de adubo NPK Peter’s 20-20-20 para cada litro de água. A adubação foliar pode ser diária se essa quantidade de adubo for dividida por sete para cada litro de água, contudo se deve ter disciplina na aplicação. Se algum dia a aplicação for esquecida, não se deve aplicar em dobro no dia seguinte sob pena de salinização da planta. Como complemento realize adubação orgânica do substrato uma vez por mês, aplicando uma colher de café de adubo tipo AOSP (Viagra das Plantas), polvilhando sobre a superfície. Multiplica-se por separação dos keikis e por semeadura.

 


Almecegueira, Breu branco - Protium heptaphyllum



Onde é encontrada: Encontrada com pouca freqüência na região, em geral em áreas mais úmidas.

Características: Árvore de médio porte, 10 a 15 metros de altura. O fruto se abre expondo uma unica semante envolta em arilo branco comestivel, levemente ácido, que atrai a fauna.

Utilidades: Muito bonita quando frutifica, atrativa a fauna.Tem propriedades medicinais, e sua resina é aromática, usada em perfumes.

Época de floração e frutificação: Floresce em Setembro. Frutifica em Dezembro.


Açoita cavalo - Luehea divaricata



Onde é encontrada: Encontrada com frequência em toda a região, tanto nas matas como em campo aberto.

Características: Árvore pioneira de baixo a médio porte, 8 a 10 metros de altura, bastante rústica. Folhas trinervadas, duras e ásperas, de onde deriva seu nome. Flores vistosas, com tons de amarelo a rosa. Fruto que se abre expondo inúmeras sementes aladas, de fácil germinação.

Utilidades: Pioneira, própria para revegetação. Melífera.

Época de floração e frutificação: Floresce em Outubro, frutifica em Janeiro.


Acá ferro



Onde é encontrada: Encontrada com freqüência em toda a região, normalmente no meio da mata.

Características: Árvore de baixo a médio porte, porte esguio, tronco reto de madeira dura, muito procurado para cabo de ferramentas. Folhas simples, agrupadas na extremidade do ramo, 20-25 cm. Flores diretamente do tronco, minúsculas, brancas. Fruto redondo, amarelo, 5 a 7 cm diâmetro, comestível, muito procurado por pássaros e macacos.Pode ser apreciado pelo homem, mas sua casca áspera e pouca quantidade de polpa atrapalham. Semente marrom com lista amarela, 3 cm, uma semente por fruto.Germina bem, mas não se adapta bem em outros ecossistemas.

Até o momento não foi possível definir qual é esta espécie, já pensei ser Pouteria torta, depois Pouteria durlandii, agora está como ssp1, sendo que existe outra pouteria nativa tambem não identificada, que chamei de Pouteria spp2.

Utilidades: Comestível. Atrativa a fauna. Aproveitamento da madeira.

Época de floração e frutificação: Floresce em Outubro, frutifica em Janeiro.


Abiu do mato



Onde é encontrada: Encontrada com muita dificuldade na a região, com a dificuldade de que frutifica com pouca frequência, a cada 3 ou 4 anos.

Características: Árvore de médio a grande porte, 10 a 20 metros. Folhas simples, com 16 a 18 cm, ponta mais larga que a base. Flores diretamente do tronco. Fruto redondo, amarelo, 6 a 7 cm diâmetro, casca firme e lisa. Contem em média 5 sementes, envoltas em arilo comestível. Devido a abundante presença de látex, recomenda-se provar o fruto algum tempo após colhido. Semente marrom com lista amarela, 2 a 3 cm.

Trata-se de mesma espécie que ainda não foi possível definir, muito parecida do Abiu comercializado e plantado em quintais, mas esta é uma genuinamente nativa da Floresta Atlântica. O Abiu (Pouteria caimito) foi trabalhada pelos fruticultores para obter variações mais saborosas, com mais polpa e menos latéx, algumas oblongadas ou com uma ponta. A especie nesta página tem muito latex, casca mais grossa, a polpa é de cor puxando para creme, menos espessa, semente mais redonda. Estou chamando de spp2 porque existe outra pouteria nativa da região também sem precisão de qual seja que chamo de Pouteria spp1.


Anúbis - O Embalsamador Divino



Anúbis era um deus com cabeça de chacal e corpo de homem, responsável pelo reino dos mortos antes do assassinato de Osíris. Esse deus era conhecido por mumificar os mortos e orientar suas almas para a vida após a morte. Também era o guardião dos cemitérios e das múmias.

Anúbis era descendente de Rá e Néftis, e era representado com um tom de pele preto, simbolizando os depósitos escuros do Nilo, que garantiam o sucesso do cultivo no Egito. O preto também faz referência à cor que o corpo adquire no processo de mumificação.

Segundo a lenda, foi Anúbis o responsável por realizar a mumificação de Osíris, tornando-se o primeiro embalsamador.


Ámon - O Oculto



Padroeiro da cidade de Tebas, Ámon era um dos deuses mais populares e poderosos do Egito. Era geralmente representado em uma forma humana, mas após o período conhecido como Novo Império (que se encerra no século XI a.C.) passou a ser retratado com cabeça de carneiro, simbolizando a fertilidade. Ámon significa "O Invisível", "O Oculto" ou "O Obscuro".

Ámon era o deus do ar e do Sol. Fazia parte da “Tríade Tebana”, junto com Mut e seu descendente Khonsu, o deus da lua. Como muitos outros antigos deuses egípcios que foram assimilados com suas versões regionais, Ámon foi fundido com Rá, tornando-se Ámon-Ra.


Ammit - A Deusa Devoradora de Almas



Ficou com medo da imagem de Ammit? Não é para menos: sua figura realmente não é das mais simpáticas. Como se não se bastasse a cabeça de crocodilo, da cintura para baixo ela é um hipopótamo e da cintura para cima um leopardo. Que mistura, hein?

Já dissemos logo acima, quando falamos da deusa da verdade Maat, que Ammit era, segundo a mitologia egípcia, uma divindade devoradora. Ela ficava no Salão da Justiça, sob a balança de Maat, só esperando as ordens para comer os corações daquelas almas que, em vida, haviam cometido atos indignos.


Amaterasu - A deusa do Sol e do universo



Amaterasu é a deusa do Sol e do universo, e é considerada por muitos a mais importante dos deuses xintoístas. O imperador é considerado como descendente direto de Amaterasu, e isso foi muito enfatizado durante o período do Xintoísmo do Estado, de 1868 a 1945, quando o xintoísmo funcionava como uma organização governamental.

Amaterasu é responsável por trazer luz ao mundo e pela fertilidade, e seu santuário em Ise é o mais importante do Japão.


Agyo e Ungyo - Os guardiões de Buda



Agyo e Ungyo são os temíveis guardiões de Buda que frequentemente ficam na entrada dos templos japoneses.

Agyo é um símbolo da violência. Ele sempre é representado mostrando os dentes, segurando uma arma ou de punhos cerrados. Já o Ungyo é um símbolo de força. Sua boca está sempre fechada e geralmente ele mostra suas mãos vazias como um gesto de confiança.


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Abrótano



Aprenda a preparar o chá de abrótano e saiba tudo sobre os benefícios e propriedades dessa planta.

A planta conhecida como abrótano, abrótano macho, abrótega, abrótiga, alfacinha-do-rio, losna ou aurónia, tem propriedades medicinais e pode ser usada para diversos tratamentos médicos de forma alternativa.

O abrótano é uma planta aromática pertencente à família das asteraceae, que possui flores amarelas e folhas em tons de verde-acinzentado que são pequenas e estreitas. É uma planta arbustiva constantemente cultivada por jardineiros, e bastante atrativa por carregar um aroma de cânfora.

De nome científico artemisia abrotanum, a planta pode ser encontrada à venda em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação, além de feiras livres em alguns casos.

O nome científico, artemísia, refere-se à deusa Artemis. Nos tempos antigos, os cidadãos acreditavam que a planta ajudava a proteger os homens da impotência e, na Espanha e na Itália Medieval, os jovens acreditavam que a planta podia promover o crescimento da barba. Ambos casos, no entanto, não foram comprovados e são, atualmente, considerados tolices. Além dessas situações, o abrótano era usado nas regiões rurais do mundo medieval como uma erva que ajudaria a aumentar a virilidade dos jovens, sendo usada em poções do amor, o que também é considerado bobagem nos dias atuais.

Mas qual a sua utilidade para a saúde? Confira abaixo.

Benefícios e propriedades

O abrótano pode ser usado para o tratamento de diversos problemas de saúde, como afecções do estômago, má digestão, frieira, asma, tuberculose, distúrbios menstruais e dispneia. Suas propriedades envolvem ação como diurético, regulador do ciclo menstrual, vermífugo, carminativo e estimulante.

Atua ainda como antisséptico, além de matar vermes intestinais e funcionar como um excelente repelente natural de insetos quando aplicada na pele.

Como consumir?

Para consumir o abrótano e aproveitar seus benefícios, você deve usar suas folhas para temperar pratos com gorduras, mas a forma mais usada é no preparo de um chá. Para isso, confira a receita a seguir.

Chá de abrótano

Ingredientes:

– 2 colheres de café de folhas secas
– 1 xícara de água

Modo de preparo:

Coloque as duas colheres de café das folhas secas de abrótano em uma xícara e reserve. Em outro recipiente, coloque a água e leve ao fogo. Quando começar a ferver, desligue e jogue a água sobre as folhas que foram reservadas anteriormente. Tampe e deixe amornar. Em seguida, coe e consuma.

Contraindicações e efeitos colaterais

Não foram encontrados efeitos colaterais, nem contraindicações relacionadas ao consumo do abrótano. É importante lembrar, no entanto, que antes de fazer tratamentos, mesmo que com medicamentos naturais, você deve consultar um médico, pois cada caso é diferenciado, e você precisa ter um diagnóstico correto para realizar um tratamento eficaz.

 


Abóbora do Mato



Descubra quais são os benefícios e as propriedades dessa planta. Confira também as contraindicações e efeitos colaterais.

Pertencente à família das Cucurbitaceae, a planta Abóbora do Mato, cujo nome científico é Melothria pendula pode ser encontrada também com os nomes de pepino do mato, melão de morcego, cerejeira de purga, abobrinha do mato, aboboreira do mato, entre outros.

A planta possui um caule fino e liso, e trata-se de uma trepadeira perene que conta com folhas alternadas que podem ter até 7 cm de comprimento.

As flores são compostas por 5 pétalas de coloração amarela, e o fruto, com apenas 1 cm de diâmetro, é verde escuro, ficando quase preto quando maduro.

Sua floração é de julho a setembro e pode ser encontrada principalmente por toda a Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica.

A colheira deve ser feita durante a estação chuvosa, pois nesse período a terra é úmida e macia, e as raízes usadas para fins medicinais devem estar perfeitas.

Benefícios e propriedades

A planta possui propriedade laxante, sendo essa aplicada há muitos séculos para pacientes com prisão de ventre, mas também como um medicamento para controlar a febre e para estimular o apetite.

Pode ser usada ainda para o tratamento de afecções uterinas, úlcera, dismenorreia, opilação, epilepsia, obstrução das vísceras abdominais, hidropsia e morféia, além de outras afecções.

Pode ser usada para aliviar cólicas menstruais, corrimento vaginal, lepra, elefantíase e diversas patologias cutâneas. O chá das raízes da abóbora do mato ajuda a tratar o reumatismo agudo e crônico, assim como doenças do fígado e da vesícula biliar.

Além disso, conta com propriedades benéficas no tratamento do artritismo, sífilis, paralisia, manchas no rosto, linfagites crônicas, leucorreia, furúnculos, feridas, febre intermitente, erisipelas, escrofulose, dores nas juntas, dilatações do estômago, entre outros.

Contraindicações e precauções

É preciso fazer uso do medicamento, mesmo sendo natural, sempre com orientação médica. Não deve ser usado por pacientes com história de diarreia constante.

Quando usado em grandes quantidades, pode apresentar alguns efeitos colaterais, como diarreia pastosa ou aumento do número de evacuações.

Não foram encontradas contraindicações para a planta nas literaturas consultadas. Consulte sempre um médico para mais orientações.

 


Abóbora de serpente



A abóbora de serpente possui propriedades laxantes e é indicada para tratar vermes. Saiba mais sobre os benefícios desta planta.

As plantas com propriedades medicinais são utilizadas para tratar diversas condições de saúde desde tempos imemoriais. No entanto, é preciso conhecermos as propriedades, os benefícios e as contraindicações de cada uma delas para que haja nenhum risco à nossa saúde.

Uma das plantas medicinais que podemos utilizar é a abóbora de serpente, que possui propriedades laxantes e é indicada para tratar vermes.

As características da abóbora de serpente

A abóbora de serpente, de nome científico trichosanthes sanguinea, é uma planta pertencente à família das cucurbitaceae. Originária da Índia, é também conhecida por outras denominações, como pepino de cobra e serpentina.

Trata-se de uma trepadeira que possui fruto comestível e propriedades fitoterapêuticas, sendo que as suas partes utilizadas são as frutas e as raízes. O princípio ativo da abóbora de serpente é a tricosantin, uma proteína de inativação ribossômica. Nos dias de hoje, o principal fornecedor desta proteína é a Tian-Hua-Fen, uma planta com propriedades medicinais originária da China e que pertence à mesma família da abóbora de serpente.

As propriedades medicinais e as indicações de uso

Dentre as propriedades medicinais da abóbora de serpente estão as seguintes:

·         Laxante;

·         Anti-helmíntica;

·         Aperiente;

·         Purgativa;

·         Vermicida;

·         Vermífuga

Esta planta somente é indicada para auxiliar no tratamento de vermes. Há, ainda, alguns estudos em desenvolvimento para a criação de um medicamento que poderia auxiliar no tratamento da AIDS.

Efeitos colaterais e contraindicações

Não foram encontrados efeitos colaterais e contraindicações para a abóbora de serpente na literatura consultada, mas lembre-se que o uso de produtos naturais também pode ser muito perigoso para a sua saúde. Existem muitas plantas que possuem substâncias contraindicadas para gestantes, crianças e indivíduos com algum problema de saúde. Além disso, consumir um produto natural em quantidade inadequada pode causar efeitos colaterais em qualquer indivíduo.

Antes de iniciar qualquer tratamento – seja ele natural ou não – é necessário consultar um especialista de sua confiança.

 


Abiú



Abiú

O abiú é uma fruta que possui um nome bem diferente, ela é uma fruta nativa do Brasil e que vem ganhando mais conhecimento devido ao seu valor nutritivo. Essa fruta tem sido muito exportada e além do seu valor nutritivo, ela possui diversas indicações terapêuticas e medicinais.

O abiú, conhecido cientificamente como Pouteria caimito ou Lucuma caimito, é uma planta que pertence à família das Sapotaceae. Conhecida popularmente como abieiro, é uma planta originária da região amazônica, próximo às encostas andinas do Peru e do oeste da Amazônia. O abiú, que é o fruto desta árvore, pode ser encontrado em estado silvestre por toda Amazônia e é cultivado em quase todo Brasil.

Características

A árvore do abiú pode chegar a atingir 10 metros de altura, seu tronco é irregular, de casca áspera, com ramos novos e pilosidade ferrugínea. Suas folhas são simples, lisas e muito brilhantes, com 5 a 20 cm de comprimento. As suas flores são solitárias, com pétalas de coloração amarelo avermelhada ou branco esverdeada.

A fruta, chamada de abiú é uma baga, globosa ou oblonga. Possui látex que coagula com o ar, sua casca é lisa e amarela quando está madura. O fruto pode ter de 1 a 4 sementes escuras com uma faixa mais clara em um dos lados, sua polpa é branca ou amarelada, mucilaginosa, comestível e adocicada.

Propriedades e benefícios

Entre as principais propriedades do abiú podemos citar: adstringente, desinfetante, emoliente, amarga, nutriente e tônico. Possui as vitaminas B1, B2, B5 e C, sais minerais como o cálcio, fósforo e o ferro.

Esse fruto pode ser utilizado no tratamento de anemia, diarreia, disenteria, dor de ouvido, malária, otite, sapinho de boca de criança, terçol, pneumonia, bronquite, desnutrição, afecções pulmonares. A casca da planta é antidisentérica e baixa a febre. O azeite extraído das sementes é utilizado em inflamações na pele.

Usos

·         Para terçol você deve usar 1 ou 2 gotas do chá em cada olho.

·         Para otites e otalgia use compressas mornas do chá.

·         Os frutos são usados “in natura” podendo ainda fazer suco, sorvetes, doces e geleias.

Contraindicações e efeitos colaterais

Até o momento não foram registrados relatos de contraindicações nem de efeitos colaterais para o uso do abiú, porém o consumo em excesso pode vir a causar danos.


Abajerú



Com o nome científico de Chrysobalanus icaco, o abajerú é uma planta – mais especificamente um arbusto – cuja origem vem da América Tropical, incluindo Caribe e Bahamas. Pertencente à família das Chrysobalanaceae, a planta comumente mede de 1 a 3 metros, e raramente pode chegar aos 10 metros. Suas folhas são ovaladas, possuindo de 2,5 a 7 centímetros de largura, e de 3 a 10 centímetros de comprimento, e as cores variam entre o verde e tons avermelhados. As flores da planta abajerú são brancas e pequenas, aglomerando-se organizadamente em cachos. Ao aproximar-se o fim do verão ela dá fruto em forma de gomos, os quais são comestíveis e comumente utilizados para a confecção de doces.

Propriedades e princípios ativos

As principais propriedades da planta abajerú são:

·         Antidiabético;

·         Antirreumático;

·         Antiblenorrágico;

·         Hipoglicemiante.

Já o princípio ativo mais importante da abajerú é o ácido pomólico, responsável por programar a morte de células cancerosas, prevenindo alguns tipos de câncer – o que ainda não foi cientificamente comprovado.

Benefícios e indicações

O consumo da planta abajerú é fortemente indicado para pessoas que sofrem de diarréia crônica, reumatismo, diabetes, leucorréia e blenorragia, além dos portadores de câncer. Acredita-se também que seu uso é eficaz para abaixar o colesterol e promover o emagrecimento.

Modo de usar

A forma indicada de consumir o abajerú é através da infusão de suas folhas. Você as encontrará trituradas e secas – prontas para serem utilizadas na infusão – em farmácias e lojas de produtos naturais. Leve ao fogo duas colheres de sopa de folhas do abajerú, juntamente com meio litro de água filtrada. Deixe ferver por 10 minutos, então abafe e aguarde amornar. Beba o chá e repita o procedimento de acordo com a orientação médica que receber.

Alertas

É importante frisar que todo e qualquer tratamento – seja ele medicamentoso ou natural – deve ser utilizado apenas após orientação especialista e em todo seu decorrer possuir acompanhamento médico. O intuito é sempre o de mostrar que a medicina natural pode agregar em sua saúde, mas para tanto deve ser utilizada com bom senso e segurança. Saúde é um assunto de extrema seriedade, e nem todo prejuízo pode ser revertido, então sempre busque auxílio médico. Embora não existam relatos de reações adversas, caso sinta qualquer efeito colateral interrompa o uso imediatamente.

 


Abacateiro



Se você pensa que a única finalidade do abacateiro é dar abacate, prepare-se para descobrir diversas utilidades da árvore. Com o nome científico de Persea americana Mill, pode ser conhecido de forma popular em algumas regiões como avocado, palta, abocado ou bego. Os antigos tinham costume de não apenas consumir o abacate, mas também utilizar as folhas do abacateiro para, entre outras coisas, tratar problemas de pele.

Propriedades e benefícios

As principais propriedades medicinais do abacateiro são:

·         Adstringentes;

·         Afrodisíacas;

·         Antianêmica;

·         Antidiarreica;

·         Anti-inflamatória;

·         Antirreumática;

·         Antioxidante;

·         Cicatrizante;

·         Depurativa;

·         Digestiva;

·         Diurética;

·         Emoliente;

·         Estomáquica;

·         Rejuvescedora;

·         Tônica capilar;

·         Vermífuga.

Geralmente, utiliza-se o abacateiro para tratamento de ferimentos, inflamações e aftas. No entanto, sua eficiência se estende para tratar anemia, amidalites, diarreia, dores de cabeça, gases, tuberculose, varizes, abscessos, problemas de fígado, hepatite, vermes, má digestão, ansiedade, estresse, hiperatividade e dispepsia.

Ainda, por ser um poderoso diurético, o abacateiro é indicado para pessoas que sofrem de infecções do trato urinário e cálculos renais, pois estimula a eliminação de líquidos, causando uma limpeza no organismo, em especial nestes órgãos. Outra excelente notícia é que, por trabalhar com a eliminação de líquidos, como conseqüência é reduzido o inchaço corporal do indivíduo, que ao consumir constantemente folhas de abacateiro e aumentar a quantidade de urina eliminada, poderá perder alguns quilos extras.

Modo de usar

O modo mais indicado de fazer uso do abacateiro é pelo chá de suas folhas, que podem ser facilmente encontradas secas e trituradas em farmácias e lojas de produtos naturais. Leve ao fogo 25g de folhas de abacateiro, juntamente com meio litro de água. Deixe ferver por 10 minutos, então desligue o fogo, abafe o recipiente e aguarde amornar. Quando a temperatura estiver agradável, coe o chá, coloque açúcar a gosto e beba 3 vezes por dia, preferencialmente dividindo entre manhã, tarde e noite, antes das principais refeições.