segunda-feira, 27 de julho de 2020

ANANAÍ (AMAZONETTA BRASILIENSIS)



O ananaí, também conhecido como pé-vermelho, é um patinho que pode ser encontrado em todo o Brasil. Raramente solitário, vive em casais ou pequenos bandos. Macho e fêmea nadam juntos enquanto procuram por alimento na água.

Nome em inglês: Brazilian Teal

Tamanho: 40 cm

Dimorfismo sexual: o macho tem o bico vermelho, a fêmea tem o bico escuro e algumas manchas brancas na cabeça

Alimentação: vegetação aquática, invertebrados e pequenos vertebrados

Habitat: brejos e lagos

Pode ser confundido com: difícil de confundir

ÁGUIA-PESCADORA (PANDION HALIAETUS)



Solitária, a águia-pescadora permanece muito tempo pousada em galhos expostos. Captura peixes com os pés, que são adaptados para a pesca: a sola dos pés é rugosa (confere maior aderência) e as garras são longas e recurvadas. Após capturar a presa, a águia-pescadora orienta o peixe no sentido longitudinal, de modo que sua cabeça fique virada para a frente (como na foto acima). Isso garante maior aerodinâmica durante o voo.

A águia-pescadora é uma espécie cosmopolita, o que significa que pode ser encontrada em todos os continentes (exceto a Antártida). Os indivíduos que aparecem aqui no Brasil nasceram na América do Norte, onde a espécie se reproduz, e para cá migram para evitar o inverno rigoroso.

Nome em inglês: Osprey

Tamanho: 57 cm

Dimorfismo sexual: não

Alimentação: peixes e, ocasionalmente, outros pequenos vertebrados

Habitat: próximo à grandes corpos d’água

Pode ser confundida com: difícil de confundir

ALMA-DE-GATO (PIAYA CAYANA)



Apesar do tamanho (principalmente do comprimento da cauda), a alma-de-gato consegue ser bastante discreta. Sua movimentação na copa das árvores lembra um gato (daí o nome popular) ou mesmo um esquilo (motivo do nome popular em inglês). A alma-de-gato pode ser encontrada em todo o Brasil.

Nome em inglês: Squirrel Cuckoo

Tamanho: 47 cm

Dimorfismo sexual: não

Alimentação: insetos, pequenos vertebrados

Habitat: borda de mata, área rural, parques, cidades

Pode ser confundida com: o chincoã-pequeno (Coccycua minuta) e chincoã-de-bico-vermelho (Piaya melanogaster), aves mais frequentemente encontradas na Amazônia.

Armadeira (Phoneutria nigriventer)



Seu nome já diz tudo: Phoneutria vem de uma palavra grega que significa "assassina". Essa espécie é comum em todo o território brasileiro.

O seu veneno pode agir mais rápido do que o de algumas cobras venenosas, e os efeitos das picadas também podem ser parecidos, porém em menor escala.

Os sintomas do envenenamento incluem a perda de controle muscular, levando a problemas respiratórios, e que podem resultar em paralisia respiratória completa e asfixia.

Além disso, existem dois outros efeitos secundários importantes na mordida da aranha armadeira. Em primeiro lugar, há uma dor intensa e, em segundo lugar, se você for homem, a picada dessa aranha pode causar uma ereção de até 4 horas, que infelizmente também é extremamente dolorosa.

O comportamento desta espécie é particularmente perigoso para os seres humanos, pois elas gostam de lugares escuros, procurando se esconder dentro de botas, pilhas de roupas e dentro de carros.

Aranha-de-Jardim (Lycosa erythrognatha)



Essa espécie também é conhecida como aranha-de-grama ou aranha-lobo. Pertence a família Lycosidae e costuma ser encontrada na grama de residências, por isso seu nome.

Seu veneno causa dor intensa, com sensação de queimadura e formigamento, provocando também reações alérgicas.

Viúva-negra (Latrodectus mactans)



A viúva negra é uma das aranhas mais conhecidas do planeta, e uma das quais você não deveria nunca chegar perto!

Essa espécie vive no Brasil e em outros países na América, principalmente na parte costeira dos continentes.

Sua cor negra brilhante e a marcante mancha vermelha em seu abdômen tornam essa aranha fácil de se reconhecer. As fêmeas dessa espécie costumam ser 3 a 4 vezes maiores que os machos.

Os efeitos de seu veneno variam e vão desde dor ardente à inchaço na área afetada, cólicas abdominais e náuseas.

Viúva-marrom (Latrodectus geometricus)



O veneno desta aranha é, sim, tóxico para os seres humanos, mas bem menos potente do que o veneno de sua prima viúva-negra. Essa espécie pode ser encontrada em boa parte do mundo, distribuindo-se por regiões tropicais, da Austrália ao Brasil.

Tal como a viúva-negra, essa espécie não é agressiva, e picadas em humanos são bem raras. Acidentes geralmente acontecem por mera distração, quando por exemplo algum desavisado encosta ou se espreme sem querer o bichinho que está lá quieto no seu canto.

Aranha-marrom (Loxosceles intermedia)



A aranha-marrom é famosa no Brasil, e pode ser encontrada em regiões de clima quente em todo o mundo.

Sua picada é extremamente dolorosa e necrosante, e se não for tratada rapidamente pode trazer problemas irreversíveis.

Elas possuem cerca de 4 a 6 centímetros e não costumam atacar caso não sejam incomodadas. Apesar disso, ela é a maior causadora de acidentes com aranhas no Brasil.

Nos casos mais graves, a área ao redor da picada começa a necrosar e é formada uma ferida aberta. Pode-se levar meses para a pele ser curada, necessitando enxertos de pele e em alguns casos, os membros precisam ser amputados.

Gato doméstico



Nome científico: Felis catus
Encontrado: Todo o mundo

Agora que você já conheceu várias espécies de felinos selvagens, você pode entender o porquê dos nossos gatinhos domésticos possuírem diversas características e hábitos “peculiares”, como sua independência, seus comportamentos noturnos e seu instinto para a caça.

Existem registros da associação dos gatos-domésticos com humanos que datam até 9.500 anos, sendo os mais populares a relação com a população do Egito Antigo. Hoje, eles possuem cerca de 250 raças diferentes e são encontrados em praticamente qualquer lugar do mundo, sendo um dos animais domésticos mais populares em todo o planeta.

Gato-do-mato



Nome Científico: Leopardus tigrinus
Encontrado: América Central e América do Sul

Apesar de ter semelhanças com o gato-maracajá, o gato-do-mato ou gato-do-mato-pequeno é na realidade a menor espécie de felino encontrada no Brasil. Ele possui proporções semelhantes aos gatos domésticos, contudo são extremamente agressivos, podendo matar até mesmo animais maiores que eles.

Onça-parda



Nome científico: Puma concolor
Encontrado: Continente Americano

A majestosa onça-parda pode ser encontrada amplamente em todo o continente americano, desde os extremos do Canadá até a região amazônica da América do Sul. É o mamífero com maior distribuição geográfica do Ocidente e é por isso que também possui diversos nomes, como puma para os norte-americanos, suçuarana pela população indígena tupi e leão-baio em algumas outras regiões.

Jaguarundi



Nome científico: Puma yagouaroundi
Encontrado: América Latina

Esta peculiar espécie de felino podia ser encontrada em quase todo o território brasileiro. Hoje, a espécie está listada como animal ameaçado de extinção. O jaguarundi é um pouco maior que um gato doméstico e se alimenta principalmente de pássaros, pequenos roedores e coelhos. Infelizmente, os maiores desafios atuais desta espécie são a destruição das florestas e os incêndios provocados pelo homem.

Gato-dos-pampas ou Gato-palheiro



Nome científico: Leopardus pajeros
Encontrado: América Latina

O gato-dos-pampas ou gato-palheiro está ameaçado de extinção, em especial, pela perda de habitat, caça do animal e atropelamentos. Eles são felinos que lembram gatos domésticos, mas possuem hábitos predatórios extremamente carnívoros, se alimentando especialmente de roedores, insetos e em menor quantidade de aves.

Gato-maracajá



Nome científico: Leopardus wiedii
Encontrado: América Central e América do Sul

De olhos grandes e focinho saliente, o gato-maracajá é encontrado em todo o continente latino americano, passando pelo México, Uruguai, Argentina e Brasil. Estes felinos são classificados como quase ameaçados de extinção, em especial, pela perda do seu habitat natural, devido a alta expansão da agricultura nos países. Também conhecido como gato-do-mato, esta espécie pode ser encontrada em diversos biomas brasileiros, mas são mais presentes nas regiões de floresta.

Jaguatirica



Nome científico: Leopardus pardalis
Encontrado: Continente Americano, com maior ocorrência no Brasil

Apesar de ser encontrado em grande parte do Brasil, este majestoso felino já foi extinto em algumas partes do Continente Americano, em especial, pela degradação de seu habitat natural. Nos anos de 1960, o pelo da jaguatirica foi muito explorado, sendo estimado que 200.000 animais desta espécie eram mortos anualmente para a retirada de pelo.

Onça-pintada



Nome científico: Panthera onca
Encontrado: Continente Americano

O maior felino das américas e um dos animais mais representativos da fauna brasileira, a onça pintada fica atrás apenas do leão e do tigre em relação ao tamanho. Estes animais possuem a mordida mais poderosa que qualquer outra espécie de felino e podem chegar a pesar até 100 kg. No Brasil, eles são encontrado em grande parte da bacia amazônica passando grande parte do tempo na água, sendo um animal com ótimas habilidades de nado.

Guepardo



Nome científico: Acinonyx jubatus
Encontrado: Continente Africano, Oriente Médio e Sudoeste da Ásia

Você já deve saber que os guepardos, também conhecidos como cheetahs, são os animais terrestres mais rápidos de todo o mundo. Estes majestosos felinos podem sair de 0 para 96 quilômetros por hora em apenas 3 segundos! Diferente de outros felinos maiores, como os leões, os guepardos não rugem, eles emitem pios de alta frequência e até ronronam como nossos gatinhos domésticos.

Gato-do-deserto



Nome científico: Felis margarita
Encontrado: Oriente Médio

Com apenas 50 centímetro de comprimento e mais 30 centímetros de cauda, o fofo gato-do-deserto é uma das menores espécies de felinos encontradas no mundo e o menor do gênero felis. Habitante dos desertos do Oriente Médio, esses felinos possuem a cor de areia e um rostinho inconfundivelmente mais redondo. Eles se alimentam principalmente de roedores, aves, lagartos e insetos.

Serval



Nome científico: Leptailurus serval
Encontrado: Continente Africano

Apesar de serem felinos selvagens, algumas pessoas conseguem domesticar este belo felino e mantê-los por perto e dentro casa como um animal exótico. Estes animais utilizam ecolocalização para sentir a vibração de suas presas. Eles se parecem um pouco com os guepardos, mas possuem rabos menores.

Gato-de-pallas



Nome científico: Otocolobus manul
Encontrado: Ásia Central

A pelugem e carinha fofa do gato-de-pallas é sem dúvida as características que os distinguem de vários felinos selvagens. São uma espécie ameaçada de extinção e podem ser encontradas na Ásia Central. Eles possuem os pelos mais longos e densos de todas as espécies de gatos conhecidos. Essa característica os possibilita principalmente caçar em regiões de neve.

Gato-marmorado



Nome científico: Pardofelis marmorata
Encontrado: Sudeste Asiático

Do tamanho de um gato doméstico, o gato-marmorado é uma das espécies de felinos menos conhecidas em todo mundo. Eles habitam principalmente as florestas da região do sudeste asiático podendo viver em locais de difícil acesso, como picos de até 2.500 metro de altura.

Gato-bravo-dourado-da-ásia



Nome científico: Catopuma temminckii
Encontrado: Sudeste Asiático

Também conhecido como gato-dourado-asiático, o gato-bravo-dourado-da-ásia faz jus ao seu nome popular. Com um pelo majestoso na cor dourada e carinha de bravo, ele é um animal solitário que sofre com a ameaça de extinção pela caça ilegal e amplo desflorestamento da região onde vive no sudeste asiático. Alguns programas de conservação da espécie estão diminuindo o risco desta espécie ser totalmente extinta.

Lince-euroasiático



Nome científico:Lynx lynx
Encontrado: Europa e Sibéria

Os linces são seres majestosos e também poderosos predadores nas florestas européias e asiáticas. Estes enormes felinos se alimentam de vacas e veados e os machos podem chegar a pesar 30 kg e medir quase 1 metro e meio de comprimento. Esta é a maior espécie de lince encontrada no reino animal.

Leopardo-nebuloso



Nome científico: Neofelis nebulosa
Encontrado: Sudeste Asiático

Este magnífico felino asiático tem o nome “nebuloso” devido às manchas que cobrem todo o seu corpo e que se parecem com nuvens ou manchas de fumaça. Estudos recentes descobriram que os leopardos-nebulosos são um gênero distinto de gato e não um tipo de leopardo. Não se sabe o número de leopardos-nebulosos que existem no mundo, mas acredita-se que a população vem declinando, devido à perda de habitat e caça ilegal do animal.

Gato-pescador



Nome científico: Prionailurus viverrinus
Encontrado: Sul e Sudeste Asiático

O gato-pescador não possui este nome à toa. Eles são ótimos em caçar peixes, sapos e até cobras nas regiões asiáticas. Eles são consideravelmente grandes, podendo pesar até 16 kg. O gato-pescador está na lista dos animais com risco de extinção devido à destruição de seus habitats naturais.

Gato-chileno



Nome científico:Leopardus guigna
Encontrado: Chile e Argentina

O habitat principal do gato-chileno são as belas cordilheiras dos andes. Eles são as menores espécies de felinos da América e são extremamente raros por seu atual risco de extinção. Eles se alimentam especialmente de pequenos roedores e como grande parte dos felinos, possuem hábitos noturnos.

Lince-ibérico



Nome científico: Lynx pardinus
Encontrado: Península Ibérica

Um dos felinos selvagens mais raros do mundo, o lince-ibérico é encontrado hoje primordialmente em uma região da Espanha. Suas características mais marcantes são as orelhas pontudas, as longas pernas e uma penugem facial que lembra uma grande barba em seu rosto. Em 2002, existiam menos de 100 linces-ibéricos na região espanhola. Foi então realizado um projeto de intervenção para que a espécie não se extinguisse e hoje são soltados mais de 40 linces-ibéricos criados em cativeiro nas selvas por ano.

Leão



Nome científico: Panthera leo
Encontrado: Continente Africano e Asiático

O rei da selva é a segunda maior espécie de felinos em tamanho, perdendo apenas para os tigres. Eles podem medir até 3 metros de extensão e seu alto ruído pode ser ouvido até 8 km de distância. Os leões são uma das únicas espécies de felinos que vivem regularmente em sociedade, onde possuem de 1 a 3 líderes no bando. Hoje existem cerca de 20.000 leões africanos no mundo e eles são classificados como uma espécie de em alto risco de extinção.

Tigre



Nome científico: Panthera tigris
Encontrado: Continente Asiático

Com seu pelo alaranjado e faixas pretas que cobrem seu corpo, o tigre se tornou símbolo de beleza e poder na cultura popular. Os tigres são os maiores felinos que existem atualmente, podendo pesar até 204 kg. O tigre siberiano, por sua vez, pode medir até 4 metros e pesar até 300 kg. Eles se adaptaram para gostar de ambientes aquáticos, diferente de muitas outras espécies de felinos, e possuem patas com membranas que os auxiliam a nadar.

Leopardo-das-neves



Nome científico:Panthera uncia
Encontrado: Ásia Central

Também conhecido como fantasma da montanha, o leopardo-das-neves é um dos mais belos e solitários felinos que existem no planeta. Eles vivem nas altitudes mais altas de montanhas que qualquer outra espécie de felino e seu corpo foi sendo adaptado ao longo dos séculos para superar temperaturas de até -40º C. Para alguns especialistas, podem existir menos de 8.000 leopardos-das-neves no mundo atualmente, estando presentes na lista de animais em risco de extinção.

Gato-chinês-do-deserto



Nome científico: Felis bieti
Encontrado: Oeste da China

Listado como uma espécie vulnerável pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, o gato-chinês-do-deserto possui o tamanho de um gato doméstico, mas se distinguem por seus pelos mais densos, orelhas com pontas e cauda anelada com faixas escuras.

Caracal ou Lince do Deserto



Nome científico: Caracal caracal
Encontrado: África e Sul Asiático

O nome caracal deriva da palavra turca Kara Kulac, que significa “orelha preta”. O corpo destes majestosos felinos foram desenhados para ataques meticulosos. Suas pernas longas e fortes os permitem pular a quase 2 metros do chão e com suas patas robustas derrubar até 12 pássaros de uma só vez.

Lince-do-canadá



Nome científico: Lynx canadensis
Encontrado: América do norte, com maior ocorrência no Canadá

Apesar de lembrar um gatinho doméstico gigante, este forte felino é um mestre da caça noturna. Ele possui o corpo e o rabo menor e as pernas mais alongadas. Suas enormes patas são como botas que os ajudam a andar pela neve e seu olfato e visão são mais aguçados do que outras espécies de felinos. Como não são os melhores corredores, seus instintos precisam ser mais fortes para conseguirem pegar suas presas.

MOLUSCOS



Os moluscos são animais invertebrados pertencentes ao filo Mollusca, o qual recebe esse nome por incluir como representantes animais de corpo mole. Atualmente existem mais de 100.000 espécies descritas, o que faz desse grupo um dos maiores filos do reino Animalia. Possuem representantes marinhos, como é o caso do polvo; de água doce, como alguns caramujos; e terrestres, como é o caso da lesma.

→ Classificação dos moluscos

De uma maneira geral, os moluscos são classificados em sete classes, entretanto, por questões didáticas, costumamos estudar apenas três grupos: os gastrópodes, bivalves e cefalópodes.

·         Gastrópodes (Gastropoda): Constitui a maior classe de moluscos e inclui representantes como os caracóis, caramujos e lesmas. Esse grupo apresenta representantes com concha assimétrica em espiral, na qual o molusco pode proteger-se. Vale destacar, no entanto, que alguns representantes, como as lesmas, não possuem essa estrutura.


Bivalves (Bivalvia): Engloba animais como ostras e mexilhões, podendo ser encontrados no mar e em água doce. A característica principal desse grupo é a presença de concha formada por duas valvas articuladas que protegem o animal.

 

·         Cefalópodes (Cephalopoda): Esse grupo reúne as lulas, polvos e náutilos, animais exclusivamente marinhos. Nesses animais, geralmente, a concha é reduzida ou perdida. Destacam-se pela presença de tentáculos ao redor da boca.

→ Características gerais dos moluscos

Os moluscos apresentam como característica fundamental a presença de um corpo mole não segmentado. Todos esses animais apresentam simetria bilateral, são triblásticos e celomados.

De uma maneira geral, costuma-se dividir o corpo do molusco em três partes básicas:

·         Cabeça: Parte do corpo do molusco onde estão localizados os órgãos sensoriais, tais como tentáculos e olhos. Em alguns grupos, como gastrópodes e cefalópodes, essa parte do corpo encontra-se bastante desenvolvida;

·         Pé: Estrutura musculosa que atua, principalmente, na locomoção. Em animais bivalves, o pé ajuda a cavar e garante que o animal fixe-se ao substrato;

·         Massa visceral: Parte do corpo onde se localizam os órgãos vitais do animal.

A presença de concha é observada em vários representantes, o que garante proteção a esses organismos de corpo mole. Em lulas, há apenas um pequeno vestígio de concha e, em polvos, essa estrutura desapareceu completamente. A concha é secretada por uma região chamada de manto, que delimita uma cavidade onde se abre o ânus e onde estão localizadas as brânquias.

sistema digestório dos moluscos é completo, ou seja, apresenta boca e ânus. Algumas espécies são filtradoras; outras se alimentam de plantas ou até mesmo de pequenos animais. Esses animais possuem uma espécie de língua com dentes de quitina, denominada de rádula, que ajuda a raspar o alimento.

sistema circulatório é, na maioria dos organismos, do tipo aberto, ou seja, o sangue não circula apenas no interior de vasos. Em cefalópodes, a circulação é do tipo fechada, com sangue correndo apenas no interior dos vasos.

A respiração dos moluscos ocorre por meio de brânquias, pulmões ou ainda pela epiderme (respiração cutânea). O tipo de respiração varia de acordo com o habitat do molusco. A excreção, por sua vez, é feita por um par de rins. O sistema nervoso dos moluscos é formado basicamente por um anel nervoso do qual partem cordões nervosos.

A maioria dos representantes dos moluscos apresenta sexo separado, mas há representantes que são hermafroditas. Algumas espécies possuem desenvolvimento direto, e outras possuem desenvolvimento indireto com a formação de larvas.

→ Importância econômica dos moluscos

Os moluscos fazem parte, em sua maioria, da alimentação humana. Ostras, mexilhões, lulas e polvos, por exemplo, são pratos muito apreciados e consumidos em grande quantidade, principalmente em regiões litorâneas. Além da importância gastronômica, em muitos locais, as conchas são utilizadas para artesanato e vendidas para colecionadores, além, é claro, do uso das pérolas para a confecção de joias.