A mãe-da-lua é um caprimulgiforme da família Nyctibiidae.
Conhecido também como urutau, urutau-comum, urutágua, Kúa-kúa e Uruvati (nomes
indígenas – Mato Grosso). O nome urutau é tupi e significa “ave fantasma”. É uma
espécie de hábitos noturnos.
Nome científico: Nyctibius griseus.
Características:
Mede cerca de 37 centímetros de comprimento, 80 centímetros
de envergadura e pesa entre 160 e 200 gramas (macho). De cor cinza ou marrom
mesclando vários tons destas cores com o branco e o preto (rajado, no popular).
Possui uma adaptação única em aves, chamada de “olho mágico”. São duas fendas
na pálpebra superior, as quais permitem que fique imóvel por longos períodos,
observando os arredores, mesmo de olhos fechados.
Ave repleta de lendas e mitos.
Alimentação:
Mãe-da-lua com filhote - Foto de Evandro A. Pereira
Alimenta-se de insetos noturnos, em especial de grandes
mariposas, cupins e besouros, os quais caça em voo.
Reprodução:
Põe um ovo, em cavidades de tocos ou galhos, a poucos metros
acima do solo, incubando-o por cerca de 33 dias. O filhote permanece no ninho
em torno de 7 semanas.
Hábitos:
Comum em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados.
Ainda que tenha o hábito de pousar em locais abertos, permanece disfarçado,
sendo facilmente confundido com um galho. Tem o hábito de cantar a noite.
Distribuição:
Presente localmente em todo o Brasil, inclusive na periferia
de cidades como o Rio de Janeiro. Encontrado também da Costa Rica à Bolívia,
Argentina e Uruguai.