domingo, 10 de janeiro de 2021

Mergulhão-caçador


 O mergulhão-caçador pertencente à família Podicipedidae. Atualmente é o

único representante vivo do gênero Podilymbus.

Seu alimento se resume em peixes pequenos, cobras aquáticas, crustáceos

e anfíbios.

Vive em lagos e lagoas com vegetação aquática flutuante. Ao caçar mergu-

lha demoradamente podendo ficar mais de 40 segundos submerso.

Quiriquiri


 Família:
 Falconidae 
Como é: 
Tem apenas 25 cm – é pequeno em relação aos outros gaviões. Têm duas listras verticais nas bochechas, asas acinzentadas e, por baixo, é branco com pintas negras. Possui dimorfismo sexual acentuado. 
Seu habitat: 
Campos arborizados, áreas desmatadas, restinga e áreas urbanas. Vive em todo o Brasil. 
O que come: 
Artrópodes e pequenos vertebrados, desde lagartos até aves. Curiosidade: Meu canto é: gli gli gli i i i

Quero-quero


 Família: Charadriidae

Como é: Mede cerca de 37 cm – É inconfundível pelo topete nucal, e pela base da cauda branca.

Possui também um esporão pontudo, no encontro das asas, que é exibido a rivais ou inimigos com

um alçar de asa ou durante o vôo.

Seu habitat: Costuma viver em banhados e pastagens; é visto freqüentemente longe d’água. Vive em

todo o Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul.

O que come: Invertebrados aquáticos e peixinhos que encontra na lama. Também se alimenta de

artrópodes e moluscos terrestres.

Rolinha-roxa / Caldo-de-feijão



Mede cerca de 17 cm – É a mais conhecida das pombinhas brasileiras. O macho possui penas

Como é:

marrom-avermelhadas, cor dominante no corpo do adulto, em contraste com a cabeça cinza azulada.

A fêmea é toda parda. Nos dois sexos, sobre a asa, há uma série de pontos negros nas penas.

Seu habitat: Vive em qualquer paisagem aberta, cafezais, entre outros. Adapta-se muito bem aos

ambientes artificiais criados pela ação humana. Ocorre em todo o Brasil, porém raramente vista em

áreas densamente florestadas da Amazônia.

O que come: Alimenta-se de grãos encontrados no chão.

Curiosidade: É historicamente uma das primeiras espécies brasileira


s a se adaptar ao meio urbano

Saíra-militar (Tangara cyanocephala)


 A saíra-militar, também conhecida como saíra-de-lenço, saíra-de-pescoço-vermelho, soldadinho e verdelim (NE), é um passeriforme da família Thraupidae.

Saíra-militar (Tangara cyanocephala)Saíra-militar (Tangara cyanocephala)

Nome científico:

Tangara cyanocephala

Características:

Apresenta a evidente faixa vermelho vivo ao redor do pescoço e coroa azul metálico no alto da cabeça. Nas fêmeas a faixa vermelha é mais apagada, tendendo à tonalidade canela. Corpo em tonalidade verde uniforme, com dorso negro e faixa amarela sobre as penas verdes das asas. As aves das populações do Sul do Brasil, tendem a apresentar tamanho corporal acima da média de 11 cm. Por sua vez, as saíras-militares do Nordeste são menores, abaixo da média padrão.

Alimentação:

Frutinhas, insetos, larvas e nectar/pólem de flores. Frequentam pomares. Comumente são vistas alimentando-se em pequenos arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira.

Reprodução:

Normalmente de setembro a dezembro. Ninhos em formato de taça com 3 ovos, geralmente feito em bromélias e emaranhados de epífitas, à média e elevada altura. Macho e fêmea cuidam dos filhotes.

Distribuição Geográfica:

Ocorre no Sudeste e Sul do Brasil, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, AL e CE). 

Mãe-da-lua (Nyctibius griseus)


 A mãe-da-lua é um caprimulgiforme da família Nyctibiidae. Conhecido também como urutau, urutau-comum, urutágua, Kúa-kúa e Uruvati (nomes indígenas – Mato Grosso). O nome urutau é tupi e significa “ave fantasma”. É uma espécie de hábitos noturnos.

Nome científico: Nyctibius griseus.

Características:

Mede cerca de 37 centímetros de comprimento, 80 centímetros de envergadura e pesa entre 160 e 200 gramas (macho). De cor cinza ou marrom mesclando vários tons destas cores com o branco e o preto (rajado, no popular). Possui uma adaptação única em aves, chamada de “olho mágico”. São duas fendas na pálpebra superior, as quais permitem que fique imóvel por longos períodos, observando os arredores, mesmo de olhos fechados.

Ave repleta de lendas e mitos.

Alimentação:

Mãe-da-lua com filhote - Foto de Evandro A. Pereira

Alimenta-se de insetos noturnos, em especial de grandes mariposas, cupins e besouros, os quais caça em voo.

Reprodução:

Põe um ovo, em cavidades de tocos ou galhos, a poucos metros acima do solo, incubando-o por cerca de 33 dias. O filhote permanece no ninho em torno de 7 semanas.

Hábitos:

Comum em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados. Ainda que tenha o hábito de pousar em locais abertos, permanece disfarçado, sendo facilmente confundido com um galho. Tem o hábito de cantar a noite.

Distribuição:

Presente localmente em todo o Brasil, inclusive na periferia de cidades como o Rio de Janeiro. Encontrado também da Costa Rica à Bolívia, Argentina e Uruguai.

Saíra-sapucaia – Tangara peruviana


 A saíra-sapucaia é uma ave passeriforme da família Thraupidae.  Também conhecida como saíra-de-dorso-preto ou saíguaçu.

Nome científico: Tangara peruviana (Desmarest, 1806)

Tamanho: 15 cm.

Alimentação: Alimenta-se principalmente de frutos, mas também insetos e aranhas.

Reprodução: Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada.

Habitat: É habitante das restingas, de matas primárias e secundárias da Mata Atlântica.

Distribuição Geográfica: Presente nos estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (BirdLife International 2000).

É espécie endêmica da Mata Atlântica, tem uma extensão de ocorrência estimada de 75722 km2, e tem como centróide de sua distribuição 23º58’S, 46º05’W (Cordeiro 2001). No limite norte de sua distribuição (RJ) ocorrem deslocamentos sazonais, sua chegada coincidindo com a frutificação da aroeira, Schinus. Em São Paulo é mais comum nos meses frios e neste período registros ocasionais foram feitos mais para o interior. No ES todos os registros foram feitos no inverno austral (BirdLife International 2000). A altitude média de seus pontos de ocorrência foi estimada em 204 m (Cordeiro 2001).

Estado de Conservação: VULNERÁVEL

Bonito-do-piri – Tachuris rubrigastra


 O Papa-piri é uma ave Passeriforme. Essa espécie estava sem família definida pelo CBRO (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos) na Lista de Aves do Brasil de 25 de janeiro de 2011. Na lista de 2014 o CBRO definiu uma família exclusiva para a espécie – Família Tachuridae.

Conhecido também como Papa-piri.

Nome científico: Tachuris riubrigastra.

Tamanho: 11 cm.

Alimentação: Alimenta-se de insetos conseguidos nos ramos de taboas ou na vegetação flutuante.

Reprodução: Constroem seus ninhos “costurados” em duas ou mais folhas da vegetação. Utiliza folhas de junco molhadas na construção do ninho.

Habitat: É localmente comum em brejos, taboais e juncais altos. Voa com freqüência à pouca altura, entre moitas de vegetação, e pousa em locais abertos, quando torna-se bastante visível.

Distribuição Geográfica: Presente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (região dos lagos/litoral). Encontrado também no Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Estado de Conservação: Pouco preocupante.