Nome Científico: Aeranthes arachnites
Sinonímia:
Dendrobium arachnites Thouars 1822
Nomes
Populares: Aeranthes arachnites,
Família:
Orchidaceae
Categoria:
Flores, Orquídeas
Clima:
Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem:
África, Ilha da Reunião, Madagascar
Altura:
0.1 a 0.3 metros, 0.3 a 0.4 metros
Luminosidade:
Luz Difusa, Meia Sombra
Ciclo de
Vida: Perene
A Aeranthes arachnites Lindley, 1924 é uma orquídea
monopodial, nativa das Ilhas de Madagascar e Reunião. Ela se comporta
geralmente como epífita, crescendo sobre os ramos das árvores, mas às vezes
pode ser encontrada vegetando em rochas (rupícola). Ocorre em matas desde o
nível do mar até altitudes de 800 metros, e vegeta em clima subtropical úmido
com temperaturas altas nos verões. O nome do gênero “Aeranthes” deriva da
palavra latina “Aeria“, que significa aérea, juntamente com a palavra grega
anthos, que é uma referência a flor, significando assim ‘flor aérea’, uma
alusão ao hábito de crescer nas porções mais altas da floresta. Já o nome da
espécie “arachnites“, deriva do grego aráchnē, que significa aranha, remetendo
ao formato da flor.
Esta orquídea exótica e curiosa se assemelha às do gênero Angraecum, no que diz respeito ao crescimento monopodial. Ela floresce do início do verão até meados do outono e cada flor dura cerca de duas semanas. As flores são amarelo esverdeadas e perfumadas, com as pétalas, sépalas e até mesmo o labelo afilados nas pontas. Elas se abrem em sequência na mesma haste até o final do período de floração e mesmo em anos posteriores, por isso a haste não deve ser cortada a menos que seque. Além disso, podem surgir keikis (mudas aéreas) na haste floral enquanto esta permanece viva, sendo uma forma importante de reprodução em orquídeas monopodiais. Depois que as mudas estiverem com o sistema radicular bem desenvolvido, podem ser separadas da planta mãe e transplantadas para um vaso com musgo esfagno.
Deve ser cultivada com sombreamento de 50%, preferindo temperaturas entre 18 a 26°C, umidade relativa do ar entre 70 a 80% e ventilação moderada. O substrato pode ser composto de pedra brita ou musgo esfagno. Assim como podemos utilizar uma mescla de ambos. A escolha dependerá do regime de regas a ser adotado. A brita exigirá regas mais frequentes e abundantes, já o esfagno pede regas menos intensas e mais espaçadas, uma vez que possui boa capacidade de reter a umidade. Via de regra, o substrato deve secar completamente entre uma rega e outra. Já o entorno pode receber uma névoa fina durante o ano todo, pois aprecia alta umidade ambiental. Sugere-se realizar uma adubação foliar semanal com uma solução de 2gramas (1 colher de café) de adubo NPK Peter’s 20-20-20 para cada litro de água. A adubação foliar pode ser diária se essa quantidade de adubo for dividida por sete para cada litro de água, contudo se deve ter disciplina na aplicação. Se algum dia a aplicação for esquecida, não se deve aplicar em dobro no dia seguinte sob pena de salinização da planta. Como complemento realize adubação orgânica do substrato uma vez por mês, aplicando uma colher de café de adubo tipo AOSP (Viagra das Plantas), polvilhando sobre a superfície. Multiplica-se por separação dos keikis e por semeadura.

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